Açude recebe dejetos após defeito em tubulação de esgoto na Paraíba

Caso vem acontecendo no açude de São Gonçalo após problema em tubulação de esgoto do município de Marizopólis. Prefeitura alega que faltam verbas para resolver Reprodução/Diário do Sertão Esgoto percorre caminho

até chegar ao açude O rompimento de uma tubulação de esgoto do município de Marizopólis, Sertão paraibano, a 460 km de João Pessoa , fez com que uma grande quantidade de dejetos fosse despejada dentro do açude de São Gonçalo, no município de Sousa , também no Sertão, a 443 km da Capital, poluindo a água do manancial. O caso foi denunciado por internautas através de imagens divulgadas nas redes sociais.

Segundo os internautas, todo o esgoto que passava pela tubulação segue para o açude e contamina a água que é utilizada para consumo humano.

O secretário de Comunicação de Marizopólis, Abdon Lopes, confirmou o problema e disse que a prefeitura não tem como evitar que o esgoto deságue em São Gonçalo por conta do geografia do município.

O secretário também informou que o problema do esgoto foi causado durante a reforma de um açude.

“Estava sendo realizada uma reforma de um açude que capta água da chuva e acabou acontecendo o rompimento da tubulação de esgoto. A geografia de Marizópolis, que é um município serrano, faz com que esse esgoto vá para São Gonçalo. Esse problema do esgoto de Marizopólis ir para São Gonçalo é antigo, desde que a cidade ainda era povoado; estamos tentando resolver”, contou o secretário.

As obras para resolver o problema com o esgoto fazem parte do projeto de transposição do Rio São Francisco. Segundo o secretário, a primeira parte dessas obras foi concluída, mas a continuidade dos trabalhos depende de mais recursos federais.

“As obras vão retirar todo o esgoto de Marizopólis que vai para o açude e jogar esses dejetos em lagoas de estabilização. O problema é que tem um custo em torno de R$ 5 milhões e o Município não tem condições de bancar isso com recursos próprios. Estamos aguardando um posicionamento do governo federal para liberar outro convênio possibilitando o término da obra”, concluiu o secretário.

Em contato com o Portal Correio, o chefe da divisão de Engenharia de Saúde Pública da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Osvaldo Balduíno, confirmou que o último convênio entre Marizopólis e o órgão já foi totalmente pago e caso a prefeitura alegue que outras etapas da obra precisão de recursos federais a administração precisa buscar um novo financiamento.

Halan Azevedo – Portal Correio