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Campina Grande
 

Campina Grande



Campina Grande


Mapa da Cidade


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De acordo com estimativas de 2012, a população de Campina Grande é de 389 995 habitantes, sendo a segunda cidade mais populosa da Paraíba, depois da capital.

A cidade tem o segundo maior PIB entre os municípios paraibanos, representando 13,63% do total das riquezas produzidas no estado.

Sua região metropolitana, formada por 15 municípios, possui uma população estimada em 580 492 habitantes, sendo a segunda maior zona metropolitana do interior Nordestino .

Campina Grande é um grande centro universitário possuindo 16 universidades, sendo duas delas públicas e um instituto federal. Além do ensino superior, o município oferece capacitação para o nível médio e técnico.

A cidade possui uma agenda cultural variada, destacando-se O Maior São João do Mundo, o Alterna Vida (encontro para evangelização que substituiu a Micarande), o Encontro da Nova Consciência (evento ecumênico realizado durante o carnaval), e o Festival de Inverno.


História da Cidade


A urbanização do município tem um forte vínculo com suas atividades comerciais desde os primórdios até hoje. Primeiramente o município foi lugar de repouso para tropeiros, em seguida se formou uma feira de gado e uma grande feira geral (grande destaque no Nordeste). Posteriormente, o município deu um grande salto de desenvolvimento devido às atividades tropeiras e ao crescimento da cultura do algodão, quando Campina Grande chegou a ser a segunda maior produtora de algodão do mundo. Atualmente, o município tem grande destaque no setor de informática e desenvolvimento de softwares. Abaixo, seguem-se as etapas da urbanização do município de Campina Grande, passando pelos estados de "sítio", vila e município. Os estrangeiros deram forte contribuição ao desenvolvimento do Município, destacando-se os árabes, alemães, italianos e dinamarqueses, que influenciaram a política durante 20 anos no século XX.

Normalmente a origem de Campina Grande é creditada à ocupação pelos índios Ariús no sítio de Campina Grande, liderados por Teodósio de Oliveira Lêdo, Capitão-mor dos Sertões, em 1º de dezembro de 1697. Entretanto, alguns autores não concordam com essa versão, sugerindo que o local já era povoado (com o nome de Campina Grande) na chegada de Teodósio com os Ariús. O Capitão-mor teria feito, nessa última versão, a consolidação do povoado e seu desenvolvimento que já encontrava-se povoado, integrando o sertão com o litoral, levando em consideração que o posicionamento geográfico de Campina Grande é privilegiado, sendo Passagem dos viajantes do oeste para o litoral paraibano.

Em 1750, Campina Grande é elevada a frequesia Nossa Senhora dos Milagres, depois, o Governo do Pernambuco propôs criar três villas no Cariri paraibano, então Antônio Felipe Soares de Andrade Preterades homenageou em 1787 a Rainha de Portugal formando a primeira rua do lugar, com casas de taipas Vila Nova da Rainha. A igreja construída no alto da ladeira deu origem a várias casas em seus arredores e atualmente é a Catedral de Campina Grande. O largo da Matriz, a rua onde foi construída a igreja, posteriormente tornou-se uma das ruas mais importantes da cidade: a Avenida Floriano Peixoto. A economia do povoado era sustentada pela feira das Barrocas, por onde passavam vários boiadeiros e tropeiros.

Assim, aos poucos, o povoado torna-se vila, devido ao progresso comercial que havia obtido. Quando o povoado de Campina Grande surgiu, poucos locais populosos existiam na Paraíba, a exemplo: Alhandra e Jacoca, Baía da Traição e Cabedelo, no litoral; Monte-mor, Taipu e Pilar, na região da Várzea; Boqueirao, no Cariri; e Piranhas e Piancó, no Sertão.

No fim do século XVIII, a Coroa pretendia criar novas vilas na província. Nesta época, a província da Paraíba era sujeita à de Pernambuco, cujo governador era D. Tomás José de Melo. Em 1787, o ouvidor da província da Paraíba, Antônio F. Soares, pediu ao governador de Pernambuco a criação de três vilas na capitania. Duas dessas vilas o ouvidor criaria em Caicó e em Açu, onde já havia povoamentos que, nesta época, faziam parte da Capitania da Paraíba. A outra, pretendia criar na região do Cariri, que compreendia parte do que hoje são a Microrregião do Cariri Oriental e do Cariri Ocidental. Campina Grande e Milagres eram as duas freguesias candidatas a virarem vila que estavam naquela região.

Assim, em abril de 1790, Campina Grande foi escolhida pelo Ouvidor Brederodes para se tornar vila, devido à suas terras cultivadas produzirem mais riquezas e principalmente devido à sua melhor localização, estando entre a capital no litoral e o sertão.

No dia 6 de abril, Campina Grande passou a ser chamada oficialmente de Vila Nova da Rainha, em homenagem à Rainha Dona Maria I. Apesar da mudança de nome, os habitantes locais continuaram a chamar o lugar de Campina Grande, e somente em textos oficiais e formais o nome Vila Nova da Rainha era utilizado. A cadeia de Campina Grande foi construída em 1814, no largo da Matriz (atual Avenida Floriano Peixoto). Este prédio hoje em dia é o Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande.

Assim, Campina Grande alcançou a categoria de vila em 1790. A vila então possuía câmara municipal, cartório e pelourinho. Entretanto, a Vila Nova da Rainha não despertou grande interesse da província e crescia ainda muito lentamente: depois de oito anos criada a vila, possuía pouco mais de cem casas com apenas três mil habitantes. O território ocupado por Campina Grande era bastante abrangente: compreendia o Cariri (a não ser por Serra do Teixeira), parte do Agreste, parte do Brejo, abrangendo os povoados de Fagundes, Boqueirao, Cabaceiras , Milagres, Timbaúba do Gurjão, Alagoa Nova, Marinho, e outros, ao todo somando um território de mais de 900 km².

Em 1852 a população da Vila já era de 17 900 pessoas. Mas em 1856, uma epidemia matou cerca de 1550 pessoas do lugar, diminuindo quase 10% de sua população, chegando aos corpos ficarem sem espaço para serem sepultados nas igrejas.

O município
Em 11 de outubro de 1864, de acordo com a Lei Provincial nº 137, Campina Grande se eleva à categoria do município. Neste momento, a Paraíba tinha dezesseis vilas e mais seis cidades: Parahyba (atual João Pessoa), Mamanguape, Areia, Sousa e Pombal.

O município de Areia, que se tornou município já em 1846, havia se tornado a mais destacada da Paraíba, fora a capital, tanto econômica, social e politicamente. Além disso, Areia tinha grande influência cultural e intelectual. Embora Campina Grande não fosse tão bem edificada quanto Areia, não era menor que ela. Na época, o município de Campina Grande tinha três largos, quatro ruas e cerca de trezentas casas. Possuía, ainda, duas igrejas: a da Matriz (hoje a Catedral) e a Igreja Nossa Senhora do Rosário, que veio a ser destruída mais tarde pelo prefeito Vergniaud Wanderley (hoje existe outra igreja com o mesmo nome). Possuía também uma cadeia e uma Câmara Municipal, entre outras construções.

Apesar de todo o desenvolvimento comercial que a cidade obteve, o aspecto urbano da mesma não mudava praticamente nada. Em alguns anos, apenas os prédios da Cadeia Nova, da Casa de Caridade, do Grêmio de Instrução e o Paço Municipal foram construídos. Porém,se tratando de casas, muitas foram construídas fazendo com que, no fim do século XIX, Campina Grande tivesse cerca de 500 casas.

No ano de 1864 foi construído um prédio onde se faria o mercado. Este lugar teve vários nomes, dentre os quais "Largo do Comércio Novo", "Praça da Uruguaiana", "Praça das Gameleiras", "Praça da Independência" e, por fim, "Praça Epitácio Pessoa". Em 1870 uma lei (Lei Provincial nº 381) proibia que se fizessem banhos ou lavagem de roupas e de animais no Açude Novo, assim como ficou proibido vaquejadas nas ruas da cidade. Em 1872, conforme o Decreto Imperial do dia 18 de setembro de 1865, faz padrão o sistema métrico decimal francês em Campina Grande

A Cultura do Algodão alavancou a cidade
Com o tempo a cidade ia se desenvolvendo, mas somente no início do século XX foi que mudanças econômicas e mudanças nas condições de vida vieram a realmente acontecer significativamente.

O algodão no início do século XX foi para Campina Grande a principal atividade responsável pelo crescimento da cidade, atraindo comerciantes de todas as regiões da Paraíba e de todo o Nordeste. Até a década de 1940, Campina Grande era a segunda maior exportadora de algodão do mundo, atrás somente de Liverpool, na Inglaterra. Por isto, Campina Grande já foi chamada de a "Liverpool brasileira". Devido ao algodão, nesses anos Campina viu crescer sua população de vinte mil habitantes, em 1907, para cento e trinta mil habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650% em 32 anos. João Pessoa só chegou a possuir uma população equivalente na década de 1950 (conforme gráfico da demografia de João Pessoa).

É importante ressaltar que a cidade nunca produziu algodão, seu sucesso na atividade se deve ao fato de que Campina era a única cidade do interior do Brasil a possuir uma máquina de beneficiamento de algodão, a matéria prima necessária para a produção vinha de cidades produtoras vizinhas.

O beneficiamento do algodão teve um impulso importante com a chegada das linhas ferroviárias para a cidade. Com o uso do trem, houve uma grande mudança na economia local: Campina pôde mais facilmente exportar sua produção de algodão beneficiado (o "Ouro Branco"), assim como outros produtos para os portos mais próximos, principalmente o de Recife.

Até 1931, a Paraíba foi o maior produtor de algodão do Brasil, com produção de 23 milhões de quilos de algodão em caroço. Com a crise do café em São Paulo, este passou a produzir algodão como alternativa. Em 1933, São Paulo já produzia 105 milhões de quilos em comparações com seus 3,9 milhões em 1929. Vários fatores foram responsáveis para a decadência de Campina Grande no ramo do algodão, os principais foram: 1) inexistência de um porto na Paraíba para grandes navios, fazendo com que Campina Grande tivesse que usar o porto de Recife, mais distante, para o transporte do algodão); 2) preço em comparação ao produto de São Paulo; 3) Ingresso de outras empresas estrangeiras no mercado do algodão.

Se João Pessoa, na época, tivesse um porto pelo menos do tamanho do de Recife, a história poderia ter sido diferente; Campina Grande continuaria por mais alguns anos a possuir o crescimento anormal que estava tendo e hoje seria uma cidade muito maior.

No decorrer do século XX, a capital da Paraíba, João Pessoa, perdeu importância e viu a ascensão de Campina Grande, cidade do interior do estado. A economia pessoense, na primeira metade do século, praticamente se estagnou. Até os anos 1960, era, com um exagero talvez, praticamente uma capital administrativa, pois Campina Grande aproximou-se do posto de João Pessoa de cidade mais importante do estado, já que, nesse período, Campina Grande despontava como importante polo comercial e industrial não só do estado, mas também da Região Nordeste. João Pessoa, naquela época, tinha poucas indústrias e apenas desempenhava funções administrativas e comerciais. A partir dos anos 1960, após grandes investimentos privados e governamentais, tanto do governo estadual quanto do governo federal, João Pessoa ganhou novas indústrias e importância, reafirmando sua posição de cidade principal do estado, em termos econômicos.

Há muito tempo o município apresenta forte participação na área tecnológica. Nos anos 40, Campina Grande era a segunda exportadora de algodão do mundo, sendo o primeiro lugar Liverpool, na Grã-Bretanha. Em 1967, a cidade recebe o primeiro computador de toda a Região Nordeste do Brasil, que ficou no Núcleo de Processamento de Dados da Universidade Federal da Paraíba, Campus II (hoje Universidade Federal de Campina Grande). Hoje, tantos anos depois, Campina Grande é referência em se tratando de desenvolvimento de Software e de indústrias de informática e eletrônica.

A revista americana Newsweek escolheu, na edição de abril de 2001, nove cidades de destaque no mundo que representam um novo modelo de Centro Tecnológico. O Brasil está presente na lista com Campina Grande, que foi a única cidade escolhida da América Latina. Em 2003, mais uma menção foi feita à cidade: desta vez referenciada como o "Vale do Silício brasileiro", graças, além da high tech, às pesquisas envolvendo o algodão colorido ecologicamente correto. As nove cidades escolhidas pela Newsweek foram: Akron (Ohio - EUA); Huntsville (Alabama - EUA); Oakland (Califórnia - EUA); Omaha (Nebraska - EUA); Tulsa (Oklahoma - EUA); Campina Grande (Paraíba - Brasil); Barcelona (Espanha); Suzhou (China); Côte d'Azur (França)).

Segundo a revista, o motivo para o sucesso foi a Universidade Federal da Paraíba, Campus II (que em 2002 tornou-se a Universidade Federal de Campina Grande). Desde 1967, quando os acadêmicos conseguiram apoio para comprar o primeiro computador do nordeste, um mainframe IBM de US$ 500 mil, criou-se uma tradição na área de computação que hoje tem reconhecimento em todo o mundo.

Campina Grande possui cerca de setenta e seis empresas produtoras de software, o que representa mais de 500 pessoas de nível superior faturando, ao todo, 25 milhões de reais por ano, o que representa 20% da receita total do município.

Ultimamente, o mais importante vínculo criado na cidade foi com o TecOut Center, em 2004, que fez aliança com a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, que desde 1984, em sua fundação em Campina Grande, deu origem a mais de 80 empresas de tecnologia. O TecOut Center surgiu com o objetivo de aproximar as empresas de tecnologias brasileiras das chinesas, propiciando uma interação tecnológica entre o Brasil e a China, gerando empregos e fortalecendo o desenvolvimento local.

A cidade localiza-se no interior do estado da Paraíba, no agreste paraibano, na parte oriental do Planalto da Borborema, na serra do Boturité/Bacamarte, que estende-se do Piauí até a Bahia. Está a uma altitude média de 555 metros acima do nível do mar. A área do município abrange 594,2 km².

Fazem parte do município de Campina Grande os seguintes distritos: Catolé de Boa Vista, Catolé de Zé Ferreira, São José da Mata, Santa Terezinha e Galante.

Distâncias entre Campina Grande e algumas capitais brasileiras:
125 km - João Pessoa
143 km - Caruaru
181 km - Recife
260 km - Natal
375 km - Maceió
531 km - Aracaju
709 km - Fortaleza
879 km - Salvador
1 530 km - São Luís
2 378 km - Rio de Janeiro
2 700 km - São Paulo
1 020 km - Teresina

População
Campina Grande possui 389 995 habitantes (densidade demográfica de 656,4 hab/km²), segundo estimativas do IBGE em 2012. Em 1991 o Índice de Desenvolvimento Humano era de 0,647, subindo para 0,721 em 2000.

Houve uma época em que Campina Grande teve um crescimento anormal, devido ao cultivo do algodão, no início do século XX até o final da década de 1930. Nesses anos, Campina viu crescer sua população de 20 mil habitantes, em 1907, para 130 000 habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650% em 32 anos.

Influência política e econômica
Campina Grande exerce grande influência política e econômica sobre o "Compartimento da Borborema", que é composto de mais de 60 municípios (1 milhão de habitantes) [carece de fontes] do estado da Paraíba. O Compartimento da Borborema engloba 5 microrregiões conhecidas como Agreste da Borborema, Brejo Paraibano, Cariri, Seridó Paraibano e Curimataú.

Região Metropolitana
A Região Metropolitana de Campina Grande foi criada pela lei complementar estadual nº 20 de 2009, ela foi aprovada pela assembleia legislativa no dia 17 de novembro de 2009 e sancionada dia 15 de dezembro de 2009 pelo governo do estado.

A Região Metropolitana de Campina Grande compreende os municípios de Campina Grande(cidade sede), Lagoa Seca, Massaranduba, Boqueirao, Queimadas, Barra de Santana, Caturité, Boa Vista, Puxinanã, Fagundes, Gado Bravo, Aroeiras, Itatuba, Ingá, Riachão do Bacamarte, Serra Redonda e Matinhas.

Com a criação da Região Metropolitana de Esperança (RME), no dia 8 de Junho de 2012, a Região Metropolitana de Campina Grande (RMCG), antigamente com 23 municípios, ficou constituída por 17 municípios, depois que os municípios de Esperança (Paraíba), Areial, Montadas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Alagoa Nova e Pocinhos passaram a integrar a nova região metropolitana criada

Clima
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.13 Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. Apesar disso, por estar acima de 500 metros de altitude acima do nível do mar, possui um clima com temperaturas mais moderadas, considerado tropical com estação seca, com chuvas durante o outono e o inverno (As, de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger).

Campina Grande, por situar-se no agreste paraibano, entre o litoral e o sertão, possui um clima menos árido do que o predominante no interior do estado (clima tropical semiárido). Além disso, a altitude de 552 metros acima do nível do mar garante temperaturas mais amenas durante todo o ano. As temperaturas máximas são de 30 °C nos dias mais quentes de verão e 18 °C em dias de inverno. As temperaturas mínimas ficam em torno de 20 °C nos dias mais quentes de verão, ou 13 °C nas noites mais frias do ano. A umidade relativa do ar está entre 75 a 82 %. O período chuvoso começa em maio e termina em agosto.

Hidrografia
Apesar de Campina Grande não possuir rios de proporção significativa, possui atualmente três açudes: o Açude Velho , o Açude de Bodocongó e oAçude Novo. Destes, o maior e mais importante é o Açude Velho, que tem área de mais de 250 m² e é um dos cartões-postais da cidade.

Antigamente existia um outro açude, o Açude Novo, mas sobre este foi construído um parque público. O Açude Novo hoje representa outro importante cartão-postal de Campina Grande.

Outra característica hidrográfica Campina Grande separa, como área dispersora de águas fluviais, os afluentes do Rio Paraíba (nas direções sul e sudeste) dos afluentes do rio Mamanguape (direções norte e nordeste).

Vegetação
A flora é bastante diversificada, apresentando formações de palmáceas, cactáceas em geral, legumináceas e bromeliáceas, além de rarefeitas associações de marmeleiros, juazeiros, Umbuzeiros, algarobos, etc.

Campina Grande encontra-se próxima das fronteiras de várias microrregiões de climas e vegetações distintas. Ao nordeste do município, a vegetação é mais verde e arborizada, como no Brejo Paraibano. Ao sudeste, encontra-se uma paisagem típica do agreste, com árvores e pastagens. A caatinga, vegetação rasteira, é a predominante no oeste e sul do município, típicos do clima e vegetação do Cariri.

Arborização
Ver artigo principal: Arborização de Campina Grande

As quinze plantas ou árvores mais utilizadas na arborização campinense são (da mais frequente à menos frequente): Cássia-amarela, Algaroba, Sombreiro, Castanhola, Mata-fome, Cacau-bravo, Ipê-amarelo, Flamboyant, Oitizeiro, Figo-benjamina, Oliveira, Palmeira-imperial, Aroeira-da-praia, Espatódea e Cássia-brasil.

Economia
Campina Grande possui um PIB de 4,336,824 bilhões de reais (IBGE 2010), sendo o segundo município com maior PIB do estado da Paraíba. Atualmente o município é o segundo com maior PIB do interior do Nordeste ficando atras apenas de Feira de Santana (BA).14

As principais atividades econômicas do município de Campina Grande são: extração mineral; de beneficiamento e de desenvolvimento de software; comércio varejista,culturas agrícolas; pecuária; indústrias de transformação, atacadista e serviços.

O município é grande produtor de software para exportação.

A posição privilegiada de Campina Grande contribui para que seja um centro distribuidor e receptor de matéria-prima e mão-de-obra de vários estados. Campina Grande tem grande proximidade com três capitais brasileiras: Natal, João Pessoa e Recife. Além disso, dentro do próprio estado, situa-se no cruzamento entre a BR-230 e a BR-104.

Setores
Em 2003, Campina Grande possuía aproximadamente 1229 fábricas (atividade industrial), 200 casas de comércio atacadista e 3200 unidades de comércio varejista. No setor de prestação de serviços, Campina Grande é um importante centro econômico, especialmente para as dezenas de cidades que fazem parte do Compartimento da Borborema.

A área de informática movimenta anualmente cerca de 30 milhões de dólares (o que ainda é bem pouco perto do grande potencial dos softwares), com cerca de 50 empresas de pequenas, médio e grande porte.

Na agricultura, destaca-se o algodão herbáceo, feijão, mandioca, milho, sisal, além de outros produtos de natureza hortifrutigranjeira que representam 6000 toneladas mensalmente comercializadas.

A pecuária atua em função da bacia leiteira. Já em 1934, era inaugurada a primeira usina de pasteurização do município.

Campina Grande possui o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba com 266 516 eleitores distribuídos em 598 secções e quatro zonas eleitorais. O primeiro Colégio Eleitoral de Campina Grande foi criado em 1878, e possuía apenas 34 eleitores.

Até 1895, as funções executivas de Campina Grande eram exercidas pelo Conselho Municipal. Em 2 de março de 1895, o cargo de Prefeito Municipal foi criado, pela Lei Estadual nº 27, sendo o primeiro prefeito de Campina foi o major Francisco Camilo de Araújo e o primeiro vice-prefeito Silvino Rodrigues de Sousa Campos.

Bairros
Ver artigo principal: Lista de bairros e distritos de Campina Grande

Em Campina Grande existem oficialmente 52 bairros.

Turismo e lazer
Herdeira da cultura nordestina, Campina Grande luta por manter vivo o rico patrimônio representado pelas manifestações culturais e populares dessa região. A quadrilha junina, o pastoril, as danças folclóricas, o artesanato, etc., são alguns exemplos de manifestações da cultura popular que ainda encontram lugar na cidade.

Historicamente, Campina Grande teve, e continua tendo, papel destacado como polo disseminador da arte dos mais destacados artistas arraigados na cultura popular nordestina, a exemplo dos "cantadores de viola", "emboladores de coco", poetas populares em geral. Especialmente na música, é inegável a importância desta cidade na divulgação de artistas do quilate de Luiz Gonzaga, Rosil Cavalcante, Jackson do Pandeiro, Zé Calixto, dentre muitos, e até pelo surgimento de outros tantos como Marinês, Elba Ramalho, etc

Eventos como "O Maior São João do Mundo", Festival de Violeiros, "Canta Nordeste", as vaquejadas que se realizam na cidade, além de programações específicas das emissoras de rádio campinenses, contribuem fortemente para a preservação da cultura regional.

Áreas verdes
Açude de Bodocongó

O Açude de Bodocongó é um açude de água salgada originalmente criado por conta da escassez de água na região, uma vez que o Açude Novo e o Açude Velho já não estavam suprindo as necessidades da população. Além do mais, o Açude de Bodocongó fica muito distante dos Açudes Novo e Velho, podendo abastecer gente que morava muito longe do centro da cidade.

Mata Florestal
A Mata Florestal do distrito de São José da Mata encontramos um pouco da Mata Atlântica existente no local.

Açude Novo
O Açude Novo ou Parque Evaldo Cruz é um parque em formato circular que fica no Centro da cidade, próximo ao Parque do Povo. Atualmente trata-se de um parque de 46 875 m² com muitos bancos e árvores, assim como pequenos restaurantes que ficam em volta de uma fonte. Um grande obelisco se encontra no centro do parque. No passado, era um açude de verdade.

Açude Velho
O Açude Velho foi o primeiro açude que Campina Grande teve. Foi construído por causa da seca que o Nordeste enfrentou de 1824 a 1828. Assim, a construção do Açude Velho pelo governo provincial da Paraíba foi iniciada em 1828 e concluída em 1830, sendo, por quase um século, o maior açude de Campina Grande. É onde estão localizados o monumento -símbolo de Campina Grande "Os Pioneiros" e as estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.

Louzeiro
O espaço Louzeiro, localizado entre os bairros da Conceição, Jeremias, Rosa Mística, Alto Branco, Jenipapo, Cuités e Palmeiras, é uma área de preservação ambiental. Sua rica diversidade natural faz parte da história do município de Campina Grande e, em consequentemente, a do estado da Paraíba. E, segundo a classificação de caatinga de George Eitel, o bioma do Louzeiro se enquadra no tipo Caatinga Florestal, possuindo árvores de grande porte como Baraúnas, Malungus, Catanduvas entre outras.

Parque do Povo
O Parque do Povo, onde é realizado O Maior São João do Mundo, possui uma área de 42 mil e 500 metros quadrados situada no centro de Campina Grande. É no Parque do Povo que se situa a "Pirâmide do Parque do Povo", que é a única área coberta do Parque, em formato de uma pirâmide.

Praça Clementino Procópio
A Praça Clementino Procópio, onde se encontra um monumento feito em homenagem a Teodósio de Oliveira Lêdo, bem como coretos e diversas estátuas, é popularmente também conhecida por "Praça dos Hippies".

Praça da Bandeira
A Praça da Bandeira, ou Praça dos Pombos, é o principal ponto de encontros devido principalmente a sua posição estratégica no coração do centro da cidade.

Outras áreas verdes
Como outras áreas verdes de Campina Grande, existem o Parque da Criança (MAPA), o Parque da Pedras, a Praça do Trabalho, dentre outras.

Shoppings
Boulevard Shopping Campina Grande (ampliação anunciada)
Shopping Luíza Motta
Shopping Cirne Center
Shopping Babilônia Center
Shopping Center Campina Grande
Shopping Centro Edson Diniz

Cultura
Teatros
A história do teatro em Campina Grande tem início em 1925, quando foi fundado o "Cine Teatro Apolo", o que acarretou no surgimento do primeiro grupo teatral campinense, "O Corpo Cênico do Grêmio Renascença".

A década de 1940 não ofereceu novidades para as artes cênicas em Campina. Na década de 1950, foi implantado o "Rádio-Teatro Borborema", por Fernando Silveira. Ainda nos anos 1950, o pernambucano Raul Prhyston criou o grupo teatral "Os Comediantes", com principais peças sendo "A Mulher que Veio de Londres" e "A Vida tem três Andares". Atualmente existe um teatro com o nome deste pernambucano, o Teatro Raul Prhyston.

Em 1962, o Teatro Municipal Severino Cabral foi fundado, de grandes dimensões para a época, impulsionando o teatro campinense.

O Festival de Inverno de Campina Grande surgiu em 1975, divulgando e apresentando muitas peças e shows teatrais.

Na década de 1980, a crise econômica brasileira, que afetou o teatro, e a decadência física do Teatro Municipal Severino Cabral, reduziram o número de grupo teatrais, sendo esta época de poucos acontecimentos no campo das artes cênicas, a não ser pelo Festival de Inverno.

Principais teatros
Teatro Municipal Severino Cabral
Teatro Paulo Pontes
Teatro Raul Prhyston,
Teatro Rosil Cavalcanti
Teatro Elba Ramalho,
Teatro do Hotel Garden
Teatro do Espaço CluturalSESC Centro.

Museus
Campina Grande possui doze museus, onde guardam-se partes importantes de acervos culturais da Campina Grande, Estado e do Brasil. São eles:

Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande - Localiza-se no centro da cidade.

O acervo do Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande dedica-se ao desenvolvimento histórico, social e cultural de Campina Grande. Possui Fotografias, artigo, mapas, móveis, armas, veículos, joias, bonecos e ferramentas organizados de forma a contar a história da cidade.

Museu de História Natural

Museu de Artes Assis Chateaubriand
O Museu de Artes Assis Chateaubriand é composto atualmente de 474 obras de arte ONDE podem ser encontradas várias técnicas e procedimentos de artes, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, gravuras, colagens e outros métodos. Apresenta a arte em diversos momentos do cenário brasileiro.
A Coleção Assis Chateaubriand, com 120 obras, pode ser vista em parte no Prédio Histórico da Reitoria, na UEPB. Localiza-se no Catolé, bairro da zona sul da cidade.

Museu Luiz Gonzaga
O Museu de Luiz Gonzaga é dedicado ao compositor popular Luiz Gonzaga. O acervo é composto de fotos, discos, jornais, gravações sobre o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Localiza-se no Santa Rosa, bairro da zona oeste da cidade; mas está momentaneamente desativado.
Museu de História e Tecnologia do Algodão - Localiza-se na tradicional Estação Velha, área bem próxima ao centro da cidade.
Museu Geológico da UFCG
Museu do Semiárido Nordestino da UFCG
Museu de Esporte Plínio Lemos - Localiza-se no José Pinheiro, bairro da zona leste da cidade.

Cinema

História da Cidade


O Cinema chegou em Campina Grande 14 anos de os irmãos Lumière inventarem o cinematógrafo. Isso aconteceu com a inauguração do Cine Brazil, em 1909 no antigo prédio da instrução no bairro das Boninas.

Em 1910, surgiu o Cine Popular do Sr.José Gomes. O cinema popular era frequentado por pessoas de baixa renda.

A experimentação cinematográfica campinense não funcionou a muito contento. Em sua primeira fase veio os Cine Apollo de 1912 e Cine Fox de 1918. Mas a era de outro do cinema campinense deu-se com na transformação do cinema mudo para o falado. Foi o Olavo Wanderley que em 20 de novembro de 1934 inaugura a maior sala de exibição cinematográfica campinense, Capitólio, com capacidade para 1.000 lugares na Praça Clementino Procópio. Com o fechamento do Cine Apollo e cine fox, surge em 1936 o Cine Para todos. Mas foi no dia 7 de julho de 1939, com a exibição do filme Prmavera, surge o Cinema Babilônia, uma luxuosa casa de exibição para encontro com a sociedade. O Babilônia possuía 898 lugares e concorria diretamente com o Capitólio.

Com o fim da II guerra Mundial, Campina Grande ganhou importantes salas de exibição cinematográfica: Cine São José, Cine Avenida e Cine arte.

Atualmente a cidade de Campina Grande conta com salas de exibições no Shopping Boulevard, no Ginácio AABB e Espaço Cultural do SESC/Centro. Os cinemas Capitólia e São José são tombados pelo IFHAEP.

Centros culturais

No Centro Cultural Lourdes Ramalho, a prefeitura de Campina Grande oferece diversos cursos (várias áreas, como dança, artes marciais, música, idiomas, etc.) em todos os turnos e horários, por mensalidades ou anualidades acessíveis à população em geral. Também existem outros centros ou espaços culturais: Espaço Cultural do SESC Centro, Espaço Cultural Casa Severino Cabral e o Centro de Cultura Hare Krisna.

Bibliotecas
Biblioteca Átila Almeida da UEPB
Biblioteca Central da Universidade Federal de Campina Grande
Biblioteca do Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande
Biblioteca do SESC Açude Velho
Biblioteca do SESC Centro (Campina Grande)|Biblioteca do SESC Centro
Biblioteca Municipal Félix Araújo
Núcleo Bibliotecário Campinense 77 Bibliotecas

Arquitetura
A arquitetura de Campina Grande mescla elementos contemporâneos, como grandiosos e modernos edifícios, que vêm sendo largamente construídos na cidade desde o início da década de 2000, com construções antigas e de grande importância histórica, principalmente no chamado Centro Histórico de Campina Grande. Destaca-se a arquitetura em Art Déco, estilo surgido no início do século XX que influenciou tanto a arquitetura quanto as artes plásticas. Campina Grande possui um dos mais importantes e bem conservados acervos de construções em Art Déco do Brasil, onde os prédios são utilizados para empresas do ramo comercial, porém sendo as mesmas obrigadas a preservar as fachadas.

Esporte
Futebol
Há cinco clubes profissionais de futebol em Campina Grande, dentre os quais estão dois dos três times com mais títulos no Campeonato Paraibano de Futebol: Treze e Campinense. O clássico Treze vs. Campinense, conhecido como "Clássico dos Maiorais", faz lotar o Estádio "O Amigão". Vale destacar que a Paraíba é o único estado brasileiro em que as maiores forças do seu futebol encontram-se no interior.Segundo pesquisa da DATAVOX15 Campina Grande é a cidade que mais torce para clubes locais,segundo a pesquisa 62,4% da população de Campina torce para algum clubes do estado.

Equipes locais
Campinense Clube - tem como cores o vermelho e o preto é o atual campeão da Copa do Nordeste. É conhecido como "A Raposa". Tem estádio próprio, Estádio Renato Cunha Lima ("O Renatão"), que não recebe jogos oficiais por problemas de segurança. O Campinense tem 19 títulos estaduais, sendo que de 1960 a 1965 conseguiu o único Hexacampeonato estadual, feito este nunca alcançado por seus adversários. Em 2013 o time foi campeão da Copa do Nordeste,sendo a primeira e única equipe do estado da Paraíba e do interior nordestino a conseguir esse feito. Em 1972 a equipe foi vice-campeã da série B do Campeonato Brasileiro.O Campinense é o maior campeão do interior do estado. Sua torcida é conhecida como a mais vibrante da Paraíba
Treze Futebol Clube - tem como cores o preto e o branco. Apelidado por seus torcedores de "Galo", também é conhecido como "O Galo da Borborema" e "o Alvinegro de Campina Grande". É dono do único estádio particular capaz de receber jogos oficiais no estado, o Presidente Vargas, que tem capacidade para 12.000 pessoas. O local atualmente passa por melhorias no acesso e na segurança e em breve será ampliado com a construção de arquibancadas atrás da trave sul, o único local do estádio que ainda não recebe torcedores. O clube é conhecido por ter a maior torcida da Paraíba e do interior do Nordeste (segundo diversos institutos de pesquisa). O Treze tem 15 títulos estaduais e é o maior ganhador do estado no século XXI, com cinco conquistas. Em 1986 ganhou o Campeonato Brasileiro - série B e em 2005 chegou ao quinto lugar na Copa do Brasil, eliminando Associação Desportiva São Caetano e Coritiba Foot Ball Club. Esses são os maiores destaques nacionais do futebol paraibano.
Associação Desportiva Perilima
Associação Atlética Leonel
Grêmio Serrano

Rivalidade
Campinense e Treze já se enfrentaram 387 vezes, no chamado Clássico dos Maiorais. São mais de 50 anos de jogos de pura emoção. O "Galo da Borborema" superou a "Raposa" em 135 oportunidades. Os dois times empataram outras 151 vezes e a "Raposa" bateu o "Galo" 101 vezes. No total o Treze fez 438 gols e o Campinense outros 390 gols. A maior goleada do clássico é: Campinense 6 x 2 Treze no dia 30 de abril de 196916 .

Estádios
Estádio O Amigão (MAPA)
Estádio Presidente Vargas – recebe jogos oficiais do campeonato estadual e nacional, e funciona também como C.T. do Treze Futebol Clube. Vizinha ao estádio há uma concentração para os atletas. É o maior e melhor estádio particular da Paraíba e um dos melhores do interior nordestino. Atualmente passa por ampliação de sua capacidade e por melhorias no acesso e segurança.
Estádio Renato Cunha Lima – recebeu algumas partidas oficiais em 2006, mas não oferecia capacidade nem condições de segurança. Hoje o clube prepara o estádio para novamente recebe jogos oficiais, mas de menor porte. O estádio funciona como C.T. do Campinense Clube e também é onde os jogadores se concentram.

Ginásios
Campina Grande conta com alguns ginásios: Complexo Esportivo Plínio Lemos, Ginásio BNB, Ginásio da AABB, Ginásio do Campestre, Ginásio do Trabalhador, Ginásio "O Meninão", dentre outros.

A cidade de Campina Grande possui um importante sistema rodoviário que possibilita sua interligação com as capitais, principais centros do Nordeste e demais cidades do estado e da Região. Normalmente, Campina Grande faz parte da maioria das rotas entre o interior (parte do Sertão e Agreste) e o litoral. Suas rodovias, totalmente asfaltadas, são composta pelas rodovias federais BR-104, BR-230, BR-412 e conexões BR-230/104 e Alça Sudoeste, além de outras rodovias estaduais.

Transporte interurbano
Campina Grande dispõe de um moderno Terminal Rodoviário de Passageiros - o Terminal Rodoviário "Argemiro de Figueiredo" - que estabelece interligação com os mais importantes centros e capitais da região e de todo o país, registrando um grande fluxo diário de passageiros.

Para dar suporte a ônibus que fazem linhas intermunicipais de curta distância, a cidade dispõe ainda do Terminal Rodoviário "Cristiano Lauritzen", popularmente conhecido como Rodoviária velha.

Transporte urbano
O sistema de transportes urbanos da cidade é gerenciado pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos - STTP, autarquia municipal de direito público, com autonomia administrativa e financeira. Entre outras atribuições, cabe à STTP planejar, coordenar e executar o sistema viário de Campina Grande, além de controlar o sistema de transporte coletivo, moto-táxis e de táxi, no âmbito municipal.

No tocante ao atendimento, cerca de 95% da área do município é servida pelo sistema de transporte coletivo, com uma frota de mais de 190 ônibus urbanos, em 19 linhas, agrupadas em quatro grandes grupos: Circulares, Transversais, Radiais, e Distritais.

Em 2007, deu-se início à construção do primeiro terminal do sistema integrado de ônibus, no Parque Evaldo Cruz (Açude Novo). Foi também instalado o sistema de bilhetagem eletrônica em outubro de 2007. Em 2008, foi inaugurado o primeiro Terminal de Integração de Campina Grande, localizado no largo do Açude Novo. O sistema integra cerca de 90% das linhas de transporte coletivo nos sentidos centro-bairro e bairro-centro.

Além dos transportes coletivos, a cidade tem a disposição cerca de 586 táxis e 727 mototaxistas cadastrados.

Ferroviário
O Município é atendido pelo sistema de transporte ferroviário sob administração da Rede Ferroviária Federal (REFESA), que faz a interligação com várias cidades do estado, do litoral à zona sertaneja (inclusive sua capital, João Pessoa), com o porto de Cabedelo, além de outras capitais do Nordeste, em uma linha que percorre desde Propriá, em Sergipe, até São Luís, Maranhão.

Este tipo de transporte disponível é um grande reforço de infraestrutura, permitindo o escoamento de parte importante da produção do estado para outros centros de consumo e o barateamento dos custos de transporte.

Transporte Aéreo
O sistema de transporte aeroviário de Campina Grande dispõe do Aeroporto Presidente João Suassuna - com pista de 1600 m de extensão por 45 m de largura - que possui todo o serviço de infra-estrutura para o apoio e a segurança das aeronaves. Operando com tráfegos regular e não regular, conta com voos diários, interligando cidade aos mais diversos centros e capitais do país.

A cidade dispõe também do Aeroclube de Campina Grande, localizado no distrito de São José da Mata, que opera com aviões de pequeno porte, nas atividades comercial e de lazer.

Educação
Foi em 1822 que foi fundada a primeira escola em Campina Grande, numa época que a lei exigia o ensino da leitura, das quatro operações matemáticas básicas, noções de geometria prática, gramática do português e a religião católica. O primeiro professor da rede pública de Campina Grande foi Antonio José Gomes Barbosa.

Até o ano de 1849, só podiam participar das escolas públicas em Campina Grande pessoas do sexo masculino. As primeiras escolas para mulheres foram criadas em 1857.

O primeiro grupo escolar da cidade foi o "Solon de Lucena", que existe até hoje. O prof. Clementino Procópio fundou a primeira escola privada em Campina Grande, a escola "São José". Depois disso, outras escolas particulares, como o colégio Pio XI, colégio Alfredo Dantas e, em 1931, o colégio Imaculada Conceição (DAMAS), todos existentes até hoje.

Em 1954, foi fundado o Colégio Estadual da Prata, também conhecido como "O Gigantão da Prata".

Atualmente
Campina Grande dispõe de uma ampla rede escolar e universitária que se destaca não só pela quantidade dos estabelecimentos públicos e privados existentes, mas pela extensão, desde o ensino fundamental até a pós-graduação, abrangendo várias áreas do conhecimento humano.
Ensino fundamental e médio

Campina Grande possui o maior colégio estadual de ensino médio da região como também o segundo maior colégio do estado da Paraíba, o Colégio Estadual da Prata (Colégio Estadual Dr. Elpídio de Almeida) , fundado em 1954, com capacidade de mais de 3500 alunos, que beneficia não somente estudantes campinenses, mas de diversas cidades. Campina também possui colégios particulares de grande renome no estado da Paraíba, e em todo Nordeste, dos quais podemos citar: o Colégio Motiva, o Colégio Virgem de Lourdes - Lourdinas, o Colégio Imaculada Conceição - DAMAS,e o Colégio Alfredo
Campina Grande é uma cidade do Estado da Paraíba www.guiaparaibano.com.br . Mais informações aqui no GUIA Paraibano De acordo com estimativas de 2012, a população de Campina Grande é de 389 995 habitant Classificação: 5


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