Com a volta as aulas calendário acadêmico da UEPB só deve ser regularizado em 2018

Por conta da greve dos professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o calendário acadêmico da Instituição foi “desmontado” e o período 2015.1 previsto para ser concluído em julho, só termina agora em dezembro.

De acordo com a Pró-Reitoria de Graduação da universidade, o calendário acadêmico só deverá ser regularizado em 2018.

Com a retomada das aulas UEPB na próxima segunda-feira (19), a Pró-Reitoria Graduação deverá elaborar uma nova proposta de calendário acadêmico extraordinário para garantir que os mais de 22 mil alunos da Instituição não sofram maiores prejuízos. O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), órgão deliberativo superior da UEPB, vai ser convocado a para apreciar e votar a proposta do novo calendário.

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) decidiram suspender a greve , que completa cinco meses nesta quinta-feira (19). Durante assembleia realizada na manhã desta quitna-feira, os professores decidiram retomar o trabalho e aguardar o cumprimento do acordo por parte do governo do Estado.

A greve começou no dia 19 de junho e desde então todas as atividades nos oito campi da instituição estavam com suas atividades paralisadas por tempo indeterminado. A greve afetou mais de 24 mil alunos nos campi da instituição em Campina Grande , Lagoa Seca, Catolé do Rocha, Araruna, Guarabira , João Pessoa e Monteiro .

Durante toda a greve , houve conversas entre docentes e reitoria, mas as negociação não avançaram. O reitor aliás, manteve inúmeras reuniões com o Comando de Greve e com a ADUEPB. Em todas elas, esteve aberto ao diálogo, mas reafirmando que não poderia atender a reivindicação de reajuste, completência exclusiva do governo do Estado. Apesar da crise financeira que a Instituição atravessa, ele garante que atendeu a 90% da pauta da categoria. 

O governador Ricardo Coutinho, o reitor da UEPB, Rangel Júnior, comando de greve e o Ministério Público da Paraíba se reuníram na sexta-feira (13) e debateram as propostas. O governo do estado prometeu, entre outras coisas, melhorar a infraestrutura dos campi e um terreno para construção de um campi próprio em João Pessoa . Segundo o comando de greve , os docentes aceitaram as propostas, apesar de que nenhuma proposição sobre salários tenha sido feita.

Nesta reunião, ficou acertado que na segunda-feira (16) os grevistas fariam uma assembleia para votar pelo fim da greve . A Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb) não convocou a reunião, quebrando o acordo feito. Por causa disto, o MPPB ajuízou uma ção civil pública pedindo a abusividade da greve . De acordo com a ação, a greve está prejudicando alunos e a sociedade diante da extrema essencialidade do serviço público de educação.

“Não conquistamos tudo o que reivindicamos, mas avançamos na medida do possível em relação ao governo do Estado. O movimento continua fortalecido e em 2016 retomaremos o diálogo. Caso as reivindicações da nossa pauta não sejam cumpridas, retornaremos a greve . Até lá continuaremos trabalhando normalmente”, comentou o professor Nelson Júnior, integrante do comando de greve da UEPB.

Entre os avanços na negociação entre a categoria e o governo do Estado, Nelson Júnior destacou a construção da sede do campus de Monteiro , no Cariri paraibano, a doação de um terreno para a construção do campus de João Pessoa , recursos para reestruturar os campi de Catolé do Rocha e Lagoa Seca e um auxílio-saúde para os professores, no valor de R$ 130.

Além disso, Nelson Júnior frisou também que serão realizados concurso s para a contratação de professores efetivos, que os professores substitutos serão mais valorizados e que serão dados subsídios para a melhoria da infraestrutura da instituição. Quanto ao reajuste salarial de 6,4% para os professores, o governo do Estado não apresentou nenhuma proposta.

Com a suspensão da greve e retorno das aulas na próxima segunda-feira, o calendário acadêmico só será regularizado em 2018, conforme o pró-reitor de graduação da UEPB, Eli Brandão. Ele garante que não existem condições para o semestre 2015.2 ser iniciado ainda este ano, pois ainda serão necessárias três semanas para a conclusão do semestre 2015.1, reposição de provas e consolidação de notas.

Redação