Delegado do RN, natural de Sousa, é investigado pelo MP por agiotagem e lavagem de dinheiro

Os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados nas cidades de Sousa , no Sertão da Paraíba e de Apodi e Caicó, no Rio Grande do Norte (
Um delegado de Polícia Civil e um ex-policial militar do Rio Grande do Norte, mas natural de Sousa , estão sendo investigados por suspeita de envolvimento com os crime s de agiotagem, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Uma operação deflagrada em conjunto pelos Ministério Público da Paraíba e do Rio Grande do Norte cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (05).

Os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados nas cidades de Sousa , no Sertão da Paraíba e de Apodi e Caicó, no Rio Grande do Norte. Foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma residência do delegado de Apodi, Renato Oliveira, que é natural de Sousa .

A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRN contou com o apoio do Gaeco paraibano e ainda das Polícias Militares do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

A investigação do MPRN apura o envolvimento do delegado Renato da Silva Oliveira, da Polícia Civil potiguar, do ex-PM Benedito Arimatéia, e de mais outras três pessoas nos crime s. Os mandados foram expedidos por um colegiado formado por três juízes.

O MPRN começou a investigar os crime s a partir da cidade de Apodi, onde o delegado trabalha. Renato Oliveira também comanda a Divisão de Polícia do Oeste (Divipoe), com sede em Mossoró. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa dedicada à agiotagem e de lavar dinheiro decorrente dessa atividade. O mandado em Sousa , de onde é natural, foi cumprido em uma residência dele.

As buscas incluíram ainda a residência do ex-policial militar Benedito Arimatéia, também suspeito de integrar a organização criminosa e de atuar como agiota. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 28 mil em espécie na casa dele, além de grande quantidade de cheques, cartões de crédito e notas promissórias em nome de terceiros.

A operação foi batizada como Tábua VIII, que faz referência à Lei das Doze Tábuas do Direito Romano. A oitava tábua tratava dos crime s e das condutas ilícitas, sendo um dos mais antigos registros históricos da proibição da usura e anatocismo, que é a cobrança de juros sobre juros.