Morte de campinense deixa Paraíba em alerta com o vírus H1N1; há caso suspeito no Cariri

Subiu para sete o número de óbitos suspeitos relacionados ao vírus da gripe H1N1 na Paraíba. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, até esta terça-feira (05) foram 25 casos notificados da Síndrome Respiratória Aguda Grave ? SRAG, sendo 4 descartados e 21 seguem em investigação. Na região do Cariri, uma pessoa já morreu vítima do vírus em Soledade e há um caso sob investigação no município de Camalaú.

Dos 25 casos suspeitos de H1N1, sete já foram confirmados, sendo um em Soledade, outro em Campina Grande e cinco em João Pessoa . A investigação destes casos está sendo realizada pelo Estado e município por meio de exames laboratoriais de rotina e específicos (secreção nasofaringe), clínica e histórico de Síndrome Gripal-SG dos pacientes através de prontuários nos serviços de atendimento.

De acordo com a responsável Técnica Influenza/Difteria Tétano da SES/PB, Améris Angela Araújo, o tratamento da doença independe do resultado do exame. Ainda de acordo com Améris, há uma série de cuidados que a população deve tomar para se prevenir da doença, tais como: lavagem das mãos,evitar aglomerado, viagens para locais que estejam em surto da doença, hábitos alimentares saudáveis e ingestão adequada de líquidos, etc. e a vacina ção (população que está acobertada), que é a melhor forma de proteção.

Onde estão as mortes suspeitas

Puxinanã (1)

Camalaú (1)

Campina Grande (1)

João Pessoa (4).

A morte mais recente relacionada ao vírus aconteceu nesta terça-feira (5). A vítima foi uma estudante de mestrado da Universidade Estadual da Paraíba. Mirla Farias Pereira era aluna do Mestrado em Literatura e Interculturalidade da Instituição, tinha 25 anos, era formada em Letras pela UEPB e atualmente era aluna ouvinte do Mestrado. Ela estava internada desde o dia 7 de março e faleceu na tarde desta terça.

Mirla era filha do professor do Curso de Ciências Contábeis da UEPB, Péricles Pereira. Devido ao falecimento de Mirla, o Departamento de Ciências Contábeis, em respeito e solidariedade ao professor Péricles, suspendeu as atividades da noite de hoje e manhã desta quarta-feira (6).

O que é a doença?

"É uma doença respiratória, transmitida pelo Vírus Influenza A(H1N1), já conhecida pela população desde 2009 e que pode evoluir para Síndrome Respiratória Aguda Grave ou apenas Síndrome Gripal, dependendo da imunidade do indivíduo e/ou grupos mais susceptíveis: idosos, gestantes, puérperas ,crianças menores de 05 anos e pessoas com morbidades ou doenças crônicas. Já existe a vacina e a mesma é realizada anualmente", explicou Améris.

Como são feitas as notificações

Ainda segundo Améris, há algumas Unidades Sentinelas espalhadas pela cidade que são responsáveis por fazerem as coletas a fim de determinar quais tipos de vírus estão circulando, para que se possa iniciar o tratamento.

"O que podemos afirmar é que temos Unidades Sentinelas(US):UPA Oceania, Hospital Valentina E Hospital Edson Ramalho, onde todos os casos atendidos e que preenche critério e o indivíduo acometido ou o seu responsável permite, será realizada uma coleta, com o objetivo de saber qual o vírus circulante, além de que em todo o estado, os serviços estão orientados e capacitados para notificar, coletar e iniciar tratamento oportuno. O Ministério da Saúde preconiza, que nas Unidades Sentinelas sejam coletadas no mínimo 05 amostras semanais,distribuídas diariamente (01 por dia), para realizarem uma amostragem e assim identificar o vírus circulante", finalizou.





Com Portal Correio /