Polícias prendem foragido da cadeia de Solânea

As Polícias Civil e Militar, da 7ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), com sede na cidade de Mamanguape , prenderam em Baía da Traição, na tarde dessa segunda-feira (4), Irenildo Cassiano Gomes Filho, de 25 anos, conhecido pelo codinome de "Neno" ou "Pajé". Ele é foragido da cadeia pública de Solânea e suspeito de integrar grupo especializado em explosão de caixas eletrônicos, além de participação em homicídio s e roubo s na região do Vale do Mamanguape .

De acordo com o delegado Marcos Paulo Sales, a Polícia recebeu vários informes indicando que o suspeito estaria escondido em aldeias indígenas, visto que ele tinha livre acesso ao local por seu pai fazer parte da Fundação Nacional do Índio (Funai). "Ele se aproveitava dessa condição e quando cometia crime s se escondia no meio do matagal, geralmente se infiltrando nas aldeias indígenas. Ao recebermos informações do paradeiro dele, conseguimos prendê-lo em flagrante. No momento da abordagem policial, estava portando uma pistola .40 e munições, provavelmente subtraída durante a fuga da cadeia pública de Solânea no mês de fevereiro", disse a autoridade policial.

Segundo o capitão Alberto Filho, comandante da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (2ª CIPM), que tem sede em Mamanguape , Irenildo já tinha sido preso outras vezes por envolvimento em crime s patrimoniais e homicídio s, além de ser suspeito de participar em conjunto com criminosos do Rio Grande do Norte (RN) no sequestro de dois médicos no mês de março, na Região Metropolitana de Natal. "A intenção era roubar o carro em que as vítimas estavam. Ele tem um comportamento extremamente violento. Ao entrar no veículo e perceber que existia um rastreador, ameaçou atirar nas vítimas. Elas foram abandonadas no município de Mataraca (PB)", explicou o capitão.

Irenildo Cassiano não deverá retornar para a cadeia pública de Solânea, provavelmente será transferido para o presídio PB1, em Jacarapé. Ele será investigado também por ter envolvimento com quadrilhas especializadas em explosões a caixas eletrônicos. "Apuramos várias mensagens eletrônicas em que ele cobra de outras pessoas a compra e o acesso a explosivos para possivelmente efetuar os crime s", finalizou o delegado Marcos Paulo Sales.