Presidente do TJPB acredita em fim de greve de servidores

 A presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba se reuniu com a comissão de greve dos servidores nesta quinta-feira (12) e o presidente do TJ, Marcos Cavalcanti, determinou que caso a categoria não volte até a próxima segunda-feira (16), irá cortar o ponto do pessoal. Apesar disso, a assessoria garantiu que o Tribunal atendeu o máximo que pode das pautas de reivindicação para não comprometer a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Houve um acordo no sentido que o presidente de sua parte não decretaria agora a ilegalidade porque o pessoal (servidores) não conseguiu na primeira reunião juntar todos da categoria, os representantes do interior do estado não conseguiram chegar a tempo e agora eles vão fazer isso na segunda-feira, no mesmo dia eles voltam a apresentar a proposta que o presidente já encaminhou”, disse o assessor do TJ, Valter Nogueira.

Caso a categoria não retorne, o presidente via tomar as decisões cabíveis e uma delas é analisar o pedido de ilegalidade.

Até o momento não foram computadas perdas com a greve que iniciou-se na terça-feira (10). “Eles garantiram os 30%, respeitaram principalmente nos cartórios que é onde recebem os protocolos, além disso há o pessoal comissionado. Isso só terá a questão de atrasar porque vai juntando se a greve se alastrasse por mais cinco ou dez dias”, disse.

A presidência do Tribunal de Justiça acredita que a proposta feita será aceita. “O TJ ofereceu o que pôde, isso sem o risco de comprometer o princípio da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O máximo para não comprometer do ponto de vista salarial”, comentou lembrando que foi atendido o pedido de 10% de aumento em 2016, sendo 8,5% em janeiro e 1,5% em outubro.

Outro avanço que a categoria reivindicava é que o aumento fosse consignado. Foi consignado na peça orçamentária que foi para a Assembleia Legislativa, apenas os 8,5% para janeiro e “como o presidente garantiu’, assinou um documento que daria mais 1,5%, os servidores pediram que também consignassem esse restante para ficar os 10%.

“Isso consignado em folha de comissão que pedia a questão de revisão de progressão que aconteceria em janeiro já se instala de imediato e a outro pedido era para estudar a possibilidade de incorporar gratificações e benefícios ao salário que estava prevista para maio e foi antecipada para janeiro”, explicou acrescentando que por ter atendido a todas essas reivindicações, acreditam no retorno dos servidores na próxima segunda.


Redação com paraiba.com