Racionamento em Campina Grande e mais 18 cidades deve ser suspenso até o mês de junho

O açude Epitácio Pessoa abastece Campina Grande e mais 18 municípios do Compartimento da Borborema (
Devido à chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco ao açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, o racionamento em Campina Grande e mais 18 municípios do Compartimento da Borborema deve ser suspenso no dia 20 de junho, de acordo com a expectativa do governo do estado é a de que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O anúncio foi deito nesta segunda-feira (10) aconteceu uma reunião do Comitê de Gestão de Recursos Hídricos (CGRH) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) com o secretário executivo da Secretaria Estadual da Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, Deusdete Queiroga Filho.

"Se nenhum imprevisto ou problema técnico ocorrer, no final de junho interromperemos o racionamento ", afirmou o secretário Deusdete, lembrando que as águas do São Francisco deverão encontrar as águas de Boqueirão entre esta quarta (12) e sexta-feira (14).

Já a partir deste domingo (16), segundo Deusdete Queiroga, a Cagepa deverá manter diariamente o bombeamento de água para abastecer o município de Campina Grande . "Com a chegada das águas, o bombeamento será nos sete dias da semana. Isso possibilitará termos apenas três dias de racionamento e quatro dias com abastecimento de água", comemora o secretário, destacando que, em trinta dias, Boqueirão deverá ter acumulado 13 milhões de metros cúbicos de água a mais.

O diretor-presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), João Fernandes, garante que desde o dia 6 de março deste ano o estado tem intensificado a fiscalização na obra (na calha do Rio Paraíba) e fazendo o cadastramento de usuários. De acordo com ele, duas equipes da Aesa estão trabalhando na fiscalização e no cadastramento e uma terceira equipe atua no acompanhamento da "caminhada" das águas do São Francisco rumo ao Açude de Boqueirão. "Já foram cadastrados 236 usuários potenciais às margens do Rio Paraíba e já fizemos 39 autuações", adianta João Fernandes, informando que nove plataformas foram instaladas ao lingo do Rio Paraíba para fazerem a medição da vazão da água. "Enquanto o povo não entender o valor da água, não teremos segurança hídrica", alerta o diretor-presidente da Aesa.

"Temos que lembrar que as águas do São Francisco são para atender ao consumo humano e animal. Somente o excedente, em caso de chuva, é que elas serão disponibilizadas para a irrigação", completa o secretário Deusdete Queiroga.